Meio Ambiente

Bolsonaro demite diretor do Ibama após operação contra garimpeiros ilegais

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Jair Bolsonaro exonera diretor de Proteção Ambiental do Ibama após megaoperação para tirar garimpeiros ilegais de terras indígenas e evitar alastramento do coronavírus

Operação do Ibama (divulgação)

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitiu nesta segunda-feira (13) o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges de Azevedo.

A demissão aconteceu após o programa Fantástico, da TV Globo, exibir uma reportagem sobre uma operação de combate ao garimpo ilegal em terras indígenas para conter a propagação do coronavírus. A ação foi coordenada pelo órgão ambiental, especificamente pela diretoria de Olivaldi.

Fontes do Ministério do Meio Ambiente informaram que a demissão tem relação com a veiculação da reportagem e foi uma determinação do presidente Jair Bolsonaro ao ministro Ricardo Salles. A principal motivação do pedido teria sido o fato de os agentes terem queimado tratores e outros equipamentos usados no garimpo ilegal.

Em novembro do ano passado, o presidente prometeu a garimpeiros, em frente ao Palácio da Alvorada, que proibiria a queima de maquinário ilegal apreendido em ações de fiscalização.

Olivaldi é major da Polícia de São Paulo e está longe de se encaixar no perfil que Bolsonaro e seus aliados costuma chamar de ambientalista xiita. Ele foi nomeado para o cargo pelo próprio Ricardo Salles, em janeiro de 2019.

Contaminação por coronavírus

A ação do Ibama foi realizada em três terras indígenas no sul do Pará, onde vivem cerca de 1.700 índios. O que ensejou a ação do poder público foi o fato de as invasões de terras indígenas terem aumentado desde o início da pandemia de covid-19.

Como a doença oferece riscos ainda maiores às populações indígenas, o Ibama agiu para impedir o contato dos garimpeiros com os índios. Antes da operação, os fiscais cumpriram 14 dias de quarentena preventiva.

as informações são do Congresso em Foco

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